terça-feira, 7 de maio de 2013

...

Faltam-me palavras para descrever os sentimentos tão oprimidos dentro de minh’alma.
Queria coragem para dizer “Não” antes do “Sim”,
Rasgar todas as cartas de amor, quebrar todas as juras, virar as costas e simplesmente ir,
Quebrando todos os elos sem causar ressentimentos.

Queria sorrir sem sequer lembrar-me do seu sorriso,
Olhar para as estrelas e não lembrar o brilho contido em seu olhar,
Ouvir canções de amor sem associa-las a nós,
Apenas fechar os olhos e não pensar em você.

Queria proferir palavras que te afastassem de mim.
Fazer-te esquecer de que algum dia nossos olhares se cruzaram
E nossas bocas se encontraram.
Queria apenas te odiar.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Contradições

Um beijo, uma tapa.
Um abraço, uma punhalada.
Um sorriso, uma mordida.
O gostar, o odiar.
O viver, o morrer.

Que seja tudo em nome do amor.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Mais uma memória


Hoje me deu saudades de você. Saudades do tempo em que a felicidade não era apenas uma questão aparente, mas um sentimento que brotava do íntimo que arrebatava o meu ser... A felicidade chegava sem pedir licença, preenchendo todos os espaços. Sentimento que é sumo da mais pura essência. Ah! Se pudesse fazer com que as horas em que estava a te senti tão próximo e tão intimo voltassem. Mas o tempo é sempre injusto, é ladrão que rouba as horas, mas não minhas memórias. Memórias. É disso que eu sobrevivo e a cada dia vou seguindo com a falta que você me faz.

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

O fim


À medida que priorizei a tal felicidade, perdi você. Hoje me sinto como um palhaço, que vive tirando sorrisos alheios, fazendo com que as pessoas acreditem que sou feliz. Então, chega a hora em que as pessoas se vão, os sorrisos acabam, e cabe ao palhaço ficar com o seu peito vazio e cheio de saudades. Percebo que me faltaram palavras e gestos. Orgulho em demasia foi meu erro e por consequência o amor escapou como um punhado de areia escorrendo pelos dedos.

É ridículo, mas hoje eu só tenho um cigarro, uma dose de uísque e saudades de você.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Colecionadora de corações II.


A nostalgia por dias felizes bate em minha porta.
Sem perceber a deixo entrar.
Memórias surgem como brisa: leve, serena e pura.
E aos poucos as imagens vão tomando sua forma original.

Então, como um flash,
Eis que surge o semblante mais doce e amável que já conheci,
Não sei, mas talvez e somente aquele pobre palhaço tivesse despertado algo em mim,
Algo inexplicável.

Gradativamente, memórias dilaceram-se
Fazendo-me lembrar dores causadas por domadores,
Pobres dominadores... Acabei por emancipar:
Afinal, do que adianta sentimento doado sem retorno? Aprendi a me amar.

Não desejei tornar-me o que sou, foi preciso
Por não suportar a dualidade do amor:
No gozo traz felicidade; no choro, dores implacáveis.

Eis que surgiu a magna ideia de neutralizar a dor.
Num despertar incomum, colecionei corações
Na tentativa de enganar o amor, machuquei-o quando disposto a me amar
Elevando-me a cada conquista,
Fiz escolhas perversas, escondendo-me atrás do estereótipo.
Linda, sensível e delicada a tudo.

É, sou bailarina!
Viajo apresentando-me em palcos da vida, desperto olhares e sorrisos. Talvez eu seja triste...
Escondida na capa de leves movimentos, a ingenuidade contida nos olhos da bailarina a faz ter o que deseja.
E ela dança satisfazendo suas vontades.
Sendo aquela que pode fisgar seu coração colocando-o numa estante...
A bailarina e seu troféu.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Despertar é viver


Todas as noites no escuro do meu quarto tento agarrar-me nas melodias que ficaram soltas ao vento,
E em palavras que ficaram presas num baú, onde meus desejos são apenas fragmentos de algo inacabado.
Sonhar já não é mais tão prazeroso, pois o coração sangra ao lembrar-se de promessas quebradas.
Despertar está tornando cada vez mais difícil.

Nessa busca incenssante à realidade tudo está fora do lugar.
Parece-me que as palavras somem,
E a voz obrigatoriamente cessa.
Mas a alma a todo momento apela por socorro.

Eu sei que preciso acordar,
Mas as promessas me puxam e me aprisionam,
E mesmo tentando me libertar dessa prisão,
A coisas giram em torno de mim como um caleidoscópio desgovernado.

Não sei, mas acho que estou tornando-me escrava de minha próprias lembranças.
Preciso encontrar um jeito de cessar esse caleidoscópio que distorcem todas as minhas memórias.
Do nada e diante de todo silencio e escuro,
Eis que surge uma voz:

-Acorda pequena!
Não se escravize pelas promessas quebradas, nem tampouco pela solidão.
Não deixe que o medo te impeça de voar.
O tempo muda constantemente assim como as estações.
Não deixes que o inverno permaneça pra sempre no teu coração.
O sol da primavera está ai, esperando por ti.

Sem mais, o despertador toca.
Rapidamente acordo-me e sinto uma paz interior inexplicável.
Agora eu sei, que tempo passa e um novo horizonte me espera.
E foi na noite passada que entendi, que a vida e o tempo são aliados de quem desperta.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Sentir, Resistir, Amar.


Meus olhos não cansam de expor o que minha alma inibe.
Nesse momento,
Preciso ser forte, nem que seja pra segurar tua mão enquanto tempo estiver fechado.
Preciso sorrir, pois só assim levarei calmaria pra o teu coração.
Preciso abraçar-te, dar-te segurança e um ombro pra chorar.

Mesmo que no escuro do quarto meu mundo venha a desabar juntamente com o seu,
que as lágrimas presas venham à tona, encharcando todo o meu travesseiro,
que meu coração fique despedaçado ao lembrar do seu semblante triste.

Preciso ficar inteira,
Para que no dia seguinte eu não desabe ao ver novamente lágrimas nos seus olhos.
Preciso resistir,
Pois tu és razão da minha existência.